Ribeirão da Ilha

O Ribeirão da Ilha é a localidade mais antiga do Município de Florianópolis e foi elevada a categoria de vila em 1806 com a denominação de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão da Ilha.
 
No entanto, o início do povoado ocorrera em 1514 por um grupo de 19 marinheiros salvos do naufrágio de um dos barcos de Juan Dias Sollis, o fundador de Buenos Aires. Cerca de 3.800 anos atrás já os índios tupi-guaranis, que foram conhecidos por “carijós”, habitavam nos “sítios” arqueológicos da Tapera a da Caiacangaçu.
 
No ano de 1526, Sebastião Cabotto, navegador veneziano a serviço da Coroa de Espanha, aporta no Ribeirão (Ribeiraco como era grafado na época) e permanece de outubro deste ano até fevereiro de 1527.

Nessa estada, após contato com os náufragos de Sollis e mais a sua tripulação, constrói um estaleiro, casas, uma igreja e decide denominar a Ilha com o nome da Virgem de Alexandria, Santa Catarina, nome que a Ilha conserva até hoje.
 
No ano de 1760, dentro do processo de colonização açoriana, o Ribeirão recebe 60 famílias oriundas do Arquipélago dos Açores, mais especificamente da Ilha Terceira. Consolida-se, assim, a Vila do Ribeirão da Ilha como polo produtor agrícola, pesqueiro, pecuário e extrativista (lenha e madeira), além da construção naval e outros serviços, fazendo com que se tornasse uma localidade, atrativa e próspera que agora se abre ao Turismo Cultural e Ecológico.
 
De todos os registros culturais da Ilha de Santa Catarina, por razões óbvias, o Ribeirão da Ilha é o povoado e conjunto urbano luso-açoriano, que melhor e em mais profusão de bens materiais e culturais conserva as manifestações e criação dos açorianos aportados no século XVIII.